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Muitos clientes da personal trainer online fazem perguntas de qual é o melhor suplemento de proteína, pois existe uma gama interminável de marcas e opções. Isso acontece porque a indústria de suplementos adora uns nomes esquisitos para chamar a atenção do público.

Quem não se lembra do “grande” Animal Pak? Exemplos não faltam. Hoje vamos falar, não necessariamente de um produto, mas de uma prática que tem sido muito comum na indústria de suplementos.

A busca do consumidor por suplementos fontes de proteínas de boa qualidade é crescente. Porém, a enorme gama de produtos, com as mais diferentes formulações e apelos, somados aos discursos decorados na ponta da língua por parte dos vendedores em lojas de suplementos, deixa o cliente hipnotizado e acreditando que aquele produto será capaz de realizar um milagre em seu corpo.

A prática que me refiro no título, a amino spiking, que de forma simplificada, utiliza compostos nitrogenados de baixo custo para aumentar o conteúdo proteico total dos suplementos. Ora, creio que não seja segredo para ninguém o custo elevado na produção de suplementos a base de proteína.

Da mesma maneira, o preço final para nós consumidores também fica bem salgado. No caso do suplemento supracitado, existe a estratégia básica em qualquer negócio onde se visa o lucro acima de tudo, minimizar o custo de produção com matéria prima inferior e maximizar os ganhos na hora da venda.

Então, como o conteúdo proteico é comumente mensurado a partir da quantidade de nitrogênio em uma formulação, alguns fabricantes têm utilizado aminoácidos de baixo custo (e baixa qualidade) em seus produtos, como por exemplo, a glicina, fazendo uma propaganda enganosa com a alcunha de “proteína de alta qualidade” na embalagem dos suplementos.

Amino spiking, será que seu suplemento é bom mesmo

E é aí, acreditando nisso, que o consumidor paga caro por algo não muito bom. Recentemente, nomes importantes no cenário mundial da indústria de suplementos foram formalmente acusados de manipular seus produtos através da prática do “amino spiking”.

O FDA – órgão equivalente a nossa ANVISA – entende que esta prática lesa o consumidor e cobra que os suplementos sejam rotulados de forma transparente, a fim de explicitar todos os compostos nitrogenados que o produto possui.

Aqui no Brasil, os rótulos dos produtos são traduzidos, ou seja, temos a chance de ser lesados também aqui em nossa terrinha, acreditando que um produto importado, por exemplo, tenha uma maior qualidade ou confiabilidade e, no final das contas, tomamos um grande prejuízo.

Claro, não podemos esquecer que existem fabricantes honestos e bem intencionados, não dá para colocar todo mundo dentro do mesmo pote. Então, vale o cuidado na hora de escolher os suplementos a base de proteína que você vai ingerir.

Desconfie do preço, das propagandas milagrosas e de marcas que você nunca viu no mercado. Investigue e pesquise para não levar gato por lebre. Porque não quer dizer que não tem a quantidade indicada, só que a indústria para bater as 25g de proteína usa 15 de proteína

vegetal de baixo valor biológico e só 10g de proteína animal e por isso consegue vender mais barato.

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Rodrigo Ramos
Rodrigo Ramos

Sou Graduado em Educação física e Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e Reabilitação Cardíaca. Atuei por mais de 10 anos na Reabilitação Cardíaca e no ensino superior ministrando aulas na Graduação e Pós Graduação nas disciplinas de fisiologia do exercício, treinamento desportivo e avaliação das capacidades física.
Trabalho como personal trainer a mais de 15 anos na cidade de Santos, em 2012 fundei o site wwwmusculacaoonline.com.br para oferecer um serviço de personal trainer com suporte online.

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