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Antes de iniciar qualquer programa regular de musculação, algumas condutas devem ser tomadas de modo a oferecer maior segurança e controle na aplicação dos treinamentos. A tabela 1 apresenta algumas sugestões preliminares que podem ser adotadas nesse sentido.

Avaliação Clínica

A avaliação clínica constitui um passo muito importante na elaboração dos programas de atividade física. Em função dela, podem ser obtidas diversas informações acerca do estado de saúde do avaliado, bem como dos possíveis riscos de desenvolvimento de doenças. Isso confere maior segurança ao profissional responsável pela elaboração e acompanhamento dos programas de exercícios.

O exame clínico pode trazer os seguintes benefícios para os candidatos a um programa regular de atividades físicas:

  • A) identificar as pessoas que apresentam maiores riscos e que devem se exercitar mediante supervisão médica;
  • B) as informações obtidas na avaliação clínica podem ser usadas na prescrição do exercício;
  • C) os valores obtidos em certas variáveis clínicas podem ser utilizadas para motivar os praticantes a aderirem aos programas de exercícios;
  • D) uma avaliação clínica global, particularmente para as pessoas saudáveis, pode fornecer parâmetros com os quais modificações subseqüentes no estado de saúde poderão ser comparadas.

10 itens importante para se avaliar antes do treino de musculação

  1. Avaliação Clínica História Clínica
  2. Exame Físico
  3. Exames Complementares (direcionados pelo médico)
  4. Avaliação Anamnese voltada para a prática de exercícios
  5. Avaliação das Características Morfológicas
  6. Avaliação das Características
  7. Neuromusculares
  8. Avaliação das Características
  9. Estabelecer objetivos a curto, médio e longo prazo.
  10. Esclarecer ao avaliado os procedimentos envolvidos na prescrição das atividades.

A avaliação clínica é realizada por um médico, se possível com formação em Medicina do Esporte. Caso isto não seja viável, é importante que o médico envolvido na avaliação possua conhecimentos de cardiologia e ortopedia.

Um exame clínico consta, basicamente, de duas partes. Na primeira é conduzida uma anamnese, também chamada de história clínica, e na segunda, um exame físico. Segundo o ACSM (1991) os aspectos a serem investigados nas duas partes que constituem o exame clínico incluem os seguintes procedimentos:

Anamnese

Nesta etapa, os indivíduos deve ser questionados sobre sua história pregressa ou presente quanto aos seguintes sinais, sintomas ou doenças:

  • Infarto do miocárdio, angioplastia coronariana ou cirurgia cardíaca;
  • Desconforto torácico, principalmente com o exercício;
  • Tontura e desmaios durante o exercício;
  • Dispneia no exercício;
  • Palpitações ou taquicardia;
  • Pressão arterial elevada;
  • Acidente vascular encefálico;
  • Doença arterial periférica ou claudicação;
  • Flebite, embolia;
  • Doenças pulmonares, incluindo asma, enfisema e bronquite;
  • Anormalidades no perfil lipídico;
  • Diabetes; anemia;
  • Problemas emocionais;
  • Doença importante, hospitalização ou procedimento cirúrgico recentes;
  • Medicamentos em uso;
  • Alergia a drogas;
  • Problemas ortopédicos;
  • Artrite;
  • História familiar de doença coronariana, morte súbita, anormalidades no perfil lipídico;
  • Hábitos como ingestão de cafeína, ingestão de álcool, tabagismo, problemas alimentares;
  • História de exercícios, incluindo-se o tipo de exercício, a duração, a freqüência semanal e a intensidade.

Exame Físico

Nesta etapa, deverá ser realizado um exame sumário abrangendo aspectos cardiovasculares, pulmonares e ortopédicos, incluindo-se aí os seguintes tópicos:

  • Freqüência e regularidade de pulso;
  • Pressão arterial deitado, sentado e de pé;

Para grande parte dos candidatos a um programa regular de exercícios, o exame clínico é suficiente para realizar uma triagem do estado de saúde. Todavia, em função dos dados evidenciados na avaliação clínica, poderão ser solicitados alguns exames complementares que, em geral, enquadram-se em quatro categorias básicas: exames de bioquímica sangüínea; exames de imagem, prova espirométrica e teste de esforço.

Os exames complementatres podem ser muito importantes, atuando de forma preventiva e/ou confirmando diagnósticos, aumentando desta forma a sensibilidade na detecção dos praticantes com maiores riscos.

Avaliação da Prontidão para a Prática de Atividade Física – Questionário PAR-Q

Está bem reportado na literatura que o exercício físico tem se mostrado um excelente coadjuvante na prevenção e no tratamento de doenças, assim como fator de promoção da saúde em seu sentido mais amplo.

Para os indivíduos que possuem o hábito de se exercitar regularmente, o início de um programa de atividades físicas deve cercar-se de cuidados. Exercícios cujas intensidade não seja condizente com as condições do praticante podem vir a se constituir em risco para a sua integridade. Dessa forma, os riscos inerentes ao exercício devem ser sopesados quando de sua prescrição, seja formal ou informalmente.

Este problema foi e vem sendo alvo de preocupações por parte da comunidade científica que lida com a prescrição das atividades físicas para a população em geral. É comum encontrarmos como aconselhamento (principalmente a partir dos trinta e cinco anos) a qualquer pessoa que queira começar a se exercitar, a necessidade de se consultar com profissionais de medicina, de forma a precaver-se de acidentes que possam advir do exercício.

Como descrito anteriormente, a consulta a um médico inclui um exame clínico e, se necessário, exames complementares. Porém, a obrigatoriedade de consultas médicas prévias (como teríamos em situação ideal), antes do engajamento em programas de atividades físicas, poderia afastar grandes parcelas da população deste hábito. Além disso, é francamente inexequível a pretensão de levar-se a bom termo tais consultas, quando lidamos com grandes escalas populacionais.

Em muitas situações, não é possível o praticante realizar um exame clínico antes de iniciar um programa regular de exercício:. Nesses casos, o professor de educação física pode lançar mão de um instrumento que seja capaz de fornecer dados sobre o estado de saúde do avaliado, bem como dos possíveis riscos que um programa de exercícios pode representar.

Visando identificar, de forma inicial, os indivíduos para os quais uma avaliação médica seria realmente aconselhável, e aqueles que poderiam prescindir desta avaliação antes de iniciarem um programa de exercícios, foi desenvolvido e validado pelo British Columbia Ministry of Health (Canadá)

O PAR-Q possui uma sensibilidade de 100% para detecção de contra- indicações médicas ao exercício e uma especificidade de 80%. No Canadá, o PAR-Q tem sido recomendado como padrão mínimo de triagem pré- atividade antes do início de programas de atividade física leve a moderada .

Conclusão

Nas últimas duas décadas, o PAR-Q foi administrado com sucesso em diversos países, e mais de um milhão de pessoas foram submetidas a atividades físicas após triagem feita pelo questionário, sem nenhum problema cardiovascular sério relatado. No Brasil, alguns estudos de validação deste questionário também foram conduzidos mostrando resultados satisfatórios .

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Rodrigo Ramos
Rodrigo Ramos
Sou Graduado em Educação física e Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e Reabilitação Cardíaca. Atuei por mais de 10 anos na Reabilitação Cardíaca e no ensino superior ministrando aulas na Graduação e Pós Graduação nas disciplinas de fisiologia do exercício, treinamento desportivo e avaliação das capacidades física. Trabalho como personal trainer a mais de 15 anos na cidade de Santos, em 2012 fundei o site wwwmusculacaoonline.com.br para oferecer um serviço de personal trainer com suporte online.

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