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Avaliar nível de condicionamento cardiorrespiratório é fundamental para o personal trainer. A aptidão cardiorrespiratória é aceita como o mais importante componente da aptidão física relacionada à saúde e à capacitação para o trabalho.


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Aptidão cardiorrespiratória

Sua melhoria e manutenção situam-se entre os principais objetivos de qualquer programa sistemático de exercícios. Uma adequada aptidão cardiorrespiratória está associada a uma menor ocorrência de distúrbios orgânicos.

Entre eles, podem ser citados a:

  • Hipertensão arterial,
  • Doença arterial coronariana,
  • Diabetes melito,
  • Hiperlipidemias
  • Obesidade

Vários autores relatam que os indivíduos cuja aptidão cardiorrespiratória exibe níveis mais elevados tendem a apresentar maior eficiência nas atividades do cotidiano e a recuperar-se mais rapidamente, após a realização de esforços físicos mais intensos.

De fato, uma boa condição cardiorrespiratória diminui as demandas miocárdica e geral para atividades submáximas, representando uma economia que se traduz por uma maior capacidade de trabalho e aproveitamento das horas de lazer com redução dos riscos de doenças

Função cardiorrespiratória

A função cardiorrespiratória depende de três importantes sistemas:

  • O respiratório, que capta o oxigênio do ar inspirado e o transporta para o sangue;
  • O cardiovascular, que, bombeia e distribui o oxigênio carregado pelo sangue;
  • O musculo-esquelético, que utiliza este oxigênio para converter substratos armazenados em trabalho, durante a atividade física.

Um importante preditor da capacidade cardiorrespiratória é o VO2 máx., também chamado de potência aeróbia máxima. O VO2 máx. reflete a maior quantidade de oxigênio que um indivíduo é capaz de utilizar em um esforço físico, respirando ao nível do mar.

Como o VO2 máx. resume o que está ocorrendo no sistema de transporte de oxigênio durante o exercício máximo ou extenuante, além de poder ser facilmente medido, ele tem sido empregado como a medida mais representativa da condição cardiorrespiratória.

Desta forma, serão ilustrados a seguir alguns protocolos de teste ergométrico que podem ser utilizados na estimativa desta variável, tão importante para a elaboração e acompanhamento dos programas de condicionamento físico.

O teste de Vo2máx

Durante um esforço físico, o VO2 tende a aumentar com a carga de trabalho, até atingir um ponto onde verifica-se um platô, não mais aumentando. Este ponto é chamado de VO2 de pico, constituindo um dos principais critérios utilizados na detecção do ponto onde é obtido VO2 máx. Após a obtenção do VO2 de pico, o exercício poderá ser mantido às custas do metabolismo da glicólise anaeróbia. Todavia, quando isso acontecer haverá um acúmulo de ácido lático que logo levará o indivíduo à exaustão. É importante citar que a determinação do VO2 máx. não necessariamente é realizada através de testes com intensidades máximas de esforço. Muitas metodologias de teste envolvem esforços submáximos.

Um teste máximo é aquele em que o indivíduo é levado à exaustão voluntária máxima, ou o protocolo é interrompido devido a sinais ou sintomas que impeçam o seu desenvolvimento. O teste submáximo pode ser conceituado como aquele em que o indivíduo é levado a atingir um nível de esforço pré-estabelecido.

O VO2 máx. pode ser medido diretamente ou estimado através de equações preditivas que se baseiam nas respostas da FC em cargas padronizadas de esforço, no tempo de permanência em um protocolo, nas distâncias percorridas em testes com tempos fixados, ou mesmo no tempo gasto para percorrer determinada distância ou estímulo.

Apesar das limitações que envolvem a estimativa do VO2 máx., ela é amplamente empregada em avaliações de grandes massas populacionais devido ao baixo custo e fácil aplicação. Testes que utilizam a análise direta de gases envolvem equipamentos sofisticados e dispendiosos, impossibilitando sua aplicação em larga escala.

Conclusão

Existem diversos protocolos que podem ser empregados na quantificação do VO2 máx. Todos apresentam vantagens e limitações que devem ser cuidadosamente analisadas para a escolha do procedimento que mais se adeque às necessidades da população avaliada. Com este objetivo, citaremos a seguir alguns dos principais protocolos que podem ser empregados pelo treinador personalizado, para medir e avaliar a aptidão cardiorrespiratória.

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Rodrigo Ramos
Rodrigo Ramos
Sou Graduado em Educação física e Pós-graduado em Fisiologia do Exercício e Reabilitação Cardíaca. Atuei por mais de 10 anos na Reabilitação Cardíaca e no ensino superior ministrando aulas na Graduação e Pós Graduação nas disciplinas de fisiologia do exercício, treinamento desportivo e avaliação das capacidades física. Trabalho como personal trainer a mais de 15 anos na cidade de Santos, em 2012 fundei o site wwwmusculacaoonline.com.br para oferecer um serviço de personal trainer com suporte online.

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