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Os distúrbios de sono vêm se apresentando como um novo gatilho para o desenvolvimento da obesidade, com a utilização das novas tecnologias estamos conectados 24h por dia e isso vem afetando a qualidade e quantidade do sono. Além disso, o conceito de trabalhar o máximo e dormir o mínimo possível vem se tornando uma regra nas comunidades urbanas.

Os distúrbios do sono acometem de 10,2% a 73% da população em geral, em São Paulo esse número chega a 45%. Geralmente os distúrbios de sono tem origem psicofisiológica, que está relacionada com um estado de hiperalerta ou hipervigilância do indivíduo, caracterizada por ansiedade relacionada ao ato de dormir.

Tecnologia & distúrbios de sono

71% dos insones nunca consultam médico. 95% dos insones nunca consultam especialista em sono % dos insones usam hipnóticos cronicamente. Fonte: American Academy of Sleep.

Ou fator muito importante que está degradando a qualidade do sono é o uso de tablet ou smartphones antes de dormir. Pesquisadores da Uni Research Health, em Bergen, na Noruega, analisaram quase 10 mil adolescentes entre 16 e 19 anos. E concluíram haver uma ligação entre o uso destes aparelhos por mais de duas horas após a escola com o sono adiado e o sono mais curto.

Outro estudo encontrou resultados parecidos, e apontou que as as pessoas que haviam lido livros digitais levavam mais tempo para adormecer e tinham um sono de pior qualidade.

Como consequência, se sentiam mais cansados ao acordarem na manhã seguinte. Segundo os pesquisadores, a explicação estaria na luz emitida pelos e-readers, que podem interferir com o relógio biológico. Além de interferir na disposição para o trabalho, os distúrbios de sono afetam os fatores hormonais ligados ao controle do apetite e ao metabolismo energético.

É um fato incontestável que o sedentarismo e maus hábitos nutricionais estão na gênese da obesidade. Mas o desequilíbrio de alguns hormônios endógenos relacionados ao controle do apetite estão se tornando alvo das pesquisas sobre a relação obesidade e distúrbios de sono.

Dentre vários hormônios que estão relacionados ao metabolismo, gasto energético e o apetite do indivíduo podemos destacar a grelina e a leptina.

Leptina & Grelina

A leptina (do grego leptos = magro) é uma proteína secretada por adipócitos e que age no sistema nervoso central (SNC) promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o metabolismo energético, além de afetar eixos hipotalâmico-hipofisários e regular mecanismos neuroendócrinos. Camundongos geneticamente obesos (ob/ob) não têm o gene para a expressão da leptina e por isso desenvolvem hiperfagia e acúmulo progressivo de gordura corporal.

A leptina é produzida no tecido adiposo branco e, em menor proporção, pelo tecido adiposo marrom, pelos folículos de Graaf e placenta. A leptina circula no plasma de forma livre ou ligada a proteínas e são significativamente maiores em pessoas obesas que nas pessoas magras, sendo 2-3 vezes maiores nas mulheres.

A produção de leptina em pessoas normais segue um ritmo circadiano e muda durante o ciclo menstrual. A ação da leptina no sistema nervoso central (hipotálamo) promove a redução da ingestão de alimentos e o aumento do gasto energético, além de regular a função neuroendócrina e incrementar o metabolismo de glicose e de gorduras.

Altos níveis de leptina reduzem  a ingestão alimentar enquanto baixos níveis induzem a hiperfagia (ingestão excessiva de alimentos). Em indivíduos obesos há uma concentração elevada deste hormônio, mas como então justifica-se o apetite elevado dos obesos?

Uma resposta para tal situação seria a resistência das células à entrada da leptina. Assim as células do hipotálamo, que controla o apetite, não recebem o sinal da leptina de reduzir a alimentação. Assim o indivíduo obeso seria “resistente” à leptina, não controlando seu apetite.

Cabe destacar, como foi citado anteriormente, a leptina é liberada durante a noite por isso, uma boa qualidade do sono pode influenciar no controle da ingestão de alimentos.

Se a leptina tem a função de diminuir o apetite a grelina tem a função de estimular o apetite. Esse hormônio é encontrado e produzido no estômago, na mucosa oxíntica, ela é conhecida por ter efeitos contrários à leptina.

O grande problema é que nosso corpo é muito esperto, pois uma noite maus dormida afeta a produção de leptina (o anjinho que diz “não coma”) mas não da grelina (o diabinho que diz”que tal um docinho depois do almoço”) e como eles são hormônios que se regulam quando um apresenta uma concentração maior a ingestão de energia fica desequilibrada e você come mais do que precisa.

Conclusão

Para se manter magro ou conseguir perder peso o primeiro passo é ter uma boa noite de sono, pois só dessa forma você vai conseguir ter um dia com equilíbrio nas suas escolhas alimentares.

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Rodrigo Ramos
Rodrigo Ramos
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