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Muitas pessoas que estão em dieta hipocalórica desenvolvem o efeito platô e simplesmente param de perder peso. Isso acontece porque quando um indivíduo engorda suas células ficam mais eficientes em captar gordura.

Outro problema, é que acontece uma redução da ação da enzima LHS (lipase hormônio sensível) que é responsável pela hidrolíse dos triglicerídeos (quebra de gordura) já armazenados no adipócito, ocorrendo também um aumento na ação da lipase lipoprotéica, transportando com isso mais gordura para dentro da célula.

Ou seja, seu corpo consegue captar mais gordura da corrente sanguínea, mas como um bom sovina não quer perder energia para o meio ambiente.

Outro problema é a leptina, ela é uma proteína secretada por adipócitos e que age no sistema nervoso central (SNC) promovendo menor ingestão alimentar e incrementando o metabolismo energético, além de afetar eixos hipotalâmico-hipofisários e regular mecanismo neuroendócrinos.

E como nosso corpo é muito egoísta, ele sempre quer acumular mais energia do que gasta, e dessa forma sempre que reduzimos a ingestão de calorias ocorre uma redução da leptina ou dos receptores de leptina e isso aumenta a sensação de fome e nos faz comer mais.

Além disso, a leptina regula o mecanismo de set point(ponto de equilíbrio) no hipotálamo, responsável por controlar o apetite e a quantidade de gordura que vai ser armazenada.

set point seria uma forma de defesa do organismo tentar manter seu peso habitual em frente a uma restrição alimentar ou aumento do gasto energético, que pode ser desencadeado pela atividade física.

Então para evitar o efeito platô sua dieta e treino devem variar em um período de 2 a 6 semanas.

Se esse tipo de conduta não for adotado o processo de perda de peso irá estacionar, e a redução da perda de gordura não será na mesma velocidade de quando inicia o processo de reeducação alimentar

E por fim, a dificuldade de perder peso estaria relacionado a redução da termogênese, que corresponde as nossas calorias gastas no repouso, ligadas ao nosso metabolismo basal, já que o tecido adiposo requer menos energia que o tecido muscular para manter-se ativo. Portanto, quanto maior for a proporção de músculos em relação a gordura maior será o gasto energético.

Como evitar o efeito platô

A pratica da musculação e do treino aeróbio são fundamentais para evitar o efeito platô, pois a musculação vai lhe dar mais músculos e isso obriga seu organismo a gastar mais calorias. Já o treino aeróbio será responsável por aumentar o total de calorias gastas e melhorar a eficiência da queima de gordura em esforço e repouso.

Estratégias nutricionais também podem ser usadas, como o aumento da concentração de proteínas na dieta e a utilização de alimentos de difícil digestão que aumentam a termogênese induzida por sua digestão.

Referência:

1.Progressos recentes e novas perspectivas em farmacoterapia da obesidade Recent progress and novel perspectives on obesity pharmacotherapy André M. Faria1, Marcio C. Mancini1,2, Maria Edna de Melo1,2, Cintia Cercato1, Alfredo Halpern

2.Resistance training, a valid alternative in the treatment of the obesity/Musculacao, uma alternativa valida no tratamento da obesidade. TR Scussolin, AC Navarro – Revista Brasileira de Obesidade, …, 2007 – go.galegroup.com

Rodrigo Ramos
Rodrigo Ramos
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